
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar recua nasessão desta quinta-feira (14), registrando queda de 0,31% por volta das 10h35, cotado a R$ 4,9932. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,73%, aos 178.387 pontos.
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▶️ No Brasil, o noticiário repercute a revelação de áudios que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar, pré-candidato à Presidência, era visto por investidores como um nome capaz de promover mudanças na política econômica. O caso adiciona incerteza ao cenário político doméstico.
🔎 No mercado financeiro, a leitura dos investidores é de que o episódio pode reduzir as chances de mudança de governo, influenciando expectativas sobre ajustes fiscais. Ontem, a bolsa caiu 1,8% e o dólar subiu mais de 2%, voltando à casa dos R$ 5.
▶️ Ainda sobre o caso Master, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante nova fase da Operação Compliance Zero. A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.
▶️ No exterior, os mercados observam o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em meio a sinais de aproximação diplomática entre China e Estados Unidos. O presidente norte-americano, os dois trocaram elogios e sinalizaram parceria. Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para uma visita oficial aos EUA em setembro.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +2,34%;
Acumulado do mês: +1,15%;
Acumulado do ano: -8,75%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -3,81%;
Acumulado do mês: -5,46%;
Acumulado do ano: +9,91%.
Encontro entre potências
A viagem do presidente americano, Donald Trump, com um grupo de executivos para a China fica no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira. Esse é o primeiro encontro bilateral entre os dois países desde 2017.
O encontro do republicano com o presidente chinês, Xi Jinping, acontece em meio a tensões ente as duas principais potências econômicas do mundo — incluindo acusações de Trump de que a China estaria realizando testes nucleares.
O principal objetivo da visita, segundo já afirmou o presidente dos EUA, é tentar fazer com que a China abra mais seu mercado para empresas americanas, mas outros temas também devem ganhar destaque durante a estadia de Trump em Pequim. Entre eles:
a prorrogação da trégua alcançada em outubro na guerra das tarifas;
a guerra com o Irã — Trump quer pressionar Pequim a utilizar sua influência para contribuir para uma saída da crise no Golfo;
a relação dos dois países com Taiwan;
a disputa sobre inteligência artificial e a produção de chips, entre outros.
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Guerra no Oriente Médio segue na mira
As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.
O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.
🔎As tensões na região continuam a mexer com os preços do petróleo no mercado internacional: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e afirmaram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado.
Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.
Mercados globais
Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam sem direção única nesta quarta-feira (13), conforme investidores repercutiam novos dados de inflação ao produtor nos EUA.
Os dados vieram acima do esperado e voltaram a reforçar a perspectiva de que o Federal reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter os juros elevados por mais tempo.
O Dow Jones registrou queda de 0,14%, enquanto o S&P 500 subiu 0,5% e o Nasdaq avançou 1,20%.
Já na Europa, as principais bolsas fecharam em alta. O índice alemão DAX subiu 0,76%, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,35%. Já o FTSE 100, de Londres, avançou 0,58%.
Na Ásia as ações de Xangai atingiram as máximas em 11 anos nesta quarta-feira, conforme investidores aproveitavam a queda antecipada do setor de tecnologia antes da reunião entre os líderes dos EUA e da China.
O índice Shangai Composite subiu 0,7%, atingindo o nível mais alto desde julho de 2015. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,2%, e o japonês Nikkei teve ganhos de 0,8%.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo