
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera com volatilidade nesta segunda-feira (4), recuando 0,03% às 10h45, sendo negociado a R$ 4,9503. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha baixa de 0,25%, aos 186.844 pontos.
Os mercados começam a semana sob impacto das tensões no Oriente Médio, que impulsionam o preço do petróleo e elevam preocupações sobre inflação. No Brasil, a agenda econômica ganha destaque com novos dados e medidas do governo.
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▶️ Os preços do petróleo sobem com a escalada das tensões no Estreito de Ormuz, após relatos de ataque a uma embarcação americana — ainda não confirmados — e alertas do Irã contra a presença dos EUA na região.
Por volta das 8h40, o Brent para julho subia 3,47%, a US$ 111,92 por barril, enquanto o WTI para junho avançava 3,45%, a US$ 105,46, refletindo o risco para a oferta global.
▶️ No Brasil, investidores retomam as atenções após o feriado com foco em indicadores de atividade e revisões econômicas. O boletim Focus mostrou nova alta na previsão de inflação para 2026, de 4,86% para 4,89%, marcando a oitava semana seguida de revisão para cima.
A escalada do petróleo, que opera acima de US$ 110, é apontada como um dos fatores de pressão sobre a inflação, especialmente por meio do impacto nos combustíveis.
▶️ Ainda na agenda doméstica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina às 10h a Medida Provisória relacionada ao Novo Desenrola Brasil.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,92%;
Acumulado do mês: -4,38%;
Acumulado do ano: -9,78%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,78%;
Acumulado do mês: -0,06%;
Acumulado do ano: +16,28%.
Petróleo toca os US$ 125
A tensão no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado de energia e levou o petróleo a níveis elevados nesta quinta-feira, chegando a ultrapassar os US$ 125 nas primeiras horas do dia, em meio à falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã.
Os preços arrefeceram ao longo do dia, mas as dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e sobre uma solução para o conflito continuam a pairar sobre o mercado.
Ao final da sessão, o barril do Brent (referência internacional) fechou em queda de 3,41%, cotado a US$ 114,01 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estaods Unidos, caiu 1,23% na sessão, a US$ 105,57 o barril.
A volatilidade recente está diretamente ligada ao impasse geopolítico, que segue sem sinais claros de resolução:
a guerra já entra na nona semana, sem avanço significativo nas negociações;
os EUA mantêm restrições aos portos iranianos;
a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece comprometida, afetando a oferta global.
Vale lembrar que, nos últimos dias, declarações do presidente Donald Trump ampliaram o grau de incerteza. O governo americano avalia diferentes caminhos, que vão desde intensificar a pressão até reduzir sua presença militar na região.
Do outro lado, o Irã indica que pode reagir a novos ataques e tem usado o período de cessar-fogo para reorganizar sua estrutura militar.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta quinta-feira, registrando os maiores ganhos mensais em anos. O avanço veio apoiado em resultados corporativos positivos, que acabaram compensando as preocupações com a oferta global de petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio.
Enquanto o Dow Jones subiu 1,62% na sessão, para 49.652,14, o S&P 500 avançou 1,02%, para 7.209,01 pontos e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,89%, aos 24.892,31 pontos.
Na Europa, o desempenho foi majoritariamente positivo. O STOXX 600 avançou 0,35%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 1,03%. O DAX, da Alemanha, teve alta de 0,28%. Na contramão, o CAC 40, da França, caiu 0,59%.
Na Ásia, os mercados fecharam em direções opostas. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,3%, aos 25.772,50 pontos. Já o Shanghai Composite, de Xangai, subiu 0,1%, aos 4.109,99 pontos. Em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 1,1%, enquanto, em Seul, o KOSPI teve baixa de 1,38%.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP